top of page

16 FACTOS ALARMANTES
SOBRE REFUGIADOS E A PROTEÇÃO INTERNACIONAL

1. O número de refugiados tem vindo a aumentar exponencialmente, quebrando continuamente recordes históricos

Em 2015 o número de pessoas deslocadas por causa da guerra ou conflitos atingiu o seu recorde histórico depois da Segunda Guerra Mundial, estabelecendo-se em 15.5 milhões de pessoas. Tal número tem vindo a aumentar exponencialmente, sendo em 2022 de 32.5 milhões

Ucranianos esperam comboio para sair do país. Pavlo Palamarchuk/SOPA Images/LightRocket/Getty Images
Venezuelanos na fronteira com a Colômbia-NYTimes/Ramsey-Sanchez-Garzoli.jpg

2. Se todas as pessoas forçadas a deslocar-se formassem um país, seria a 14ª nação mais populosa do mundo

Em 2022, atingiu-se um novo recorde de mais de 103 milhões de pessoas forçadas a fugirem das suas casas devido a guerras, conflitos, perseguições ou condições adversas. Este número corresponde hipoteticamente à população da 14ª nação mais populosa do mundo. Para referência, Portugal encontra-se em 87º lugar neste momento. 

3. Quase 72% dos refugiados e deslocados vem apenas de 5 países

Mais de metade de todos os refugiados no mundo são originários de 5 países. A Síria continua a ter uma das populações mais fustigadas pela guerra, gerando mais de 6.8 milhões de refugiados, sendo seguida da Venezuela com mais de 5.6 milhões. Segue-se a Ucrânia com 5.4 milhões de pessoas com proteção internacional, o Afeganistão com 2.8 milhões de refugiados, o Sudão do Sul com 2.4 milhões e o Myanmar com 2.4 milhões.

refugiados palestinianos à espera para distribuição de comida - UNWRA
Mulher síria segura criança em campo no Curdistão iraquiano. 2019. UNHCR/Hossein Fatemi

4. A Turquia é o país que acolhe mais refugiados

Em 2022, a Turquia acolhia 3.7 milhões de refugiados, sendo o país que acolhe mais refugiados. Segue-se a Colômbia com 2.5 milhões, a Alemanha com 2.2 milhões, o Paquistão com 1.5 milhões, assim como o Uganda. 

5. 74% dos refugiados são acolhidos em países de renda média ou baixa, considerados em desenvolvimento

A grande maioria dos refugiados no mundo são acolhidos por países considerados em desenvolvimento, situados no Sul global. Apenas 17% dos refugiados estão em países com uma renda-alta

Crianças refugiadas rohingya no Bangladesh esperam para comer. UNHCR/Roger Arnold.jpg
Campo refugiados no Líbano.TheNewArab

6. O Líbano e Aruba têm as maiores concentrações de refugiados per capita

No Líbano, por cada mil habitantes há 134 refugiados e na Aruba há 156. Esta grande concentração de pessoas causa grandes dificuldades para estes países pois não têm estruturas, serviços e recursos adequados. Por contraste, em Portugal os refugiados perfazem cerca de 0,02% da população nacional. 

7. A taxa de admissão de pedidos de proteção internacional na UE é de 35%

Em 2021, os países da UE receberam 617.800 pedidos de asilo, tendo sido admitidos 35%, 117.500 com estatuto de refugiado e 63mil com proteção temporária. Continuam pendentes, 442.500 pedidos. 

Crianças olham para autoridades na fronteira da Polónia com a Bielorússia. 2021. AFP /Maxim GUCHEK

8. No mundo, 1 em cada 88 pessoas foi forçada a fugir de sua casa

O elevado número de refugiados no mundo pode ser facilmente percecionado sabendo que 1 em cada 88 pessoas, em todo o mundo, foi obrigada a fugir de sua casa devido a guerras, conflitos, perseguições ou catástrofes. 

9. Quase metade de todos os refugiados são crianças

Em todo o mundo, 13 milhões dos refugiados são menores, perfazendo 42% do total de refugiados. Destes 13 milhões, metade não consegue estar na escola, especialmente no secundário.  

Crianças refugiadas na RDC. 2018. UNHCR/Colin Delfosse
Família iraquiana foge após tomada de Mosul. 2016. UNHCR/Ivor Prickett

10. Atualmente há mais de 30 zonas de crise ou de conflitos ativos no mundo

Grande parte das emergências humanitárias são de longa duração, obrigando milhões de pessoas a fugirem face a escaladas de violência. Há 32 zonas de crise identificadas pelo ACNUR, sendo a Ucrânia, o Afeganistão e o Sahel as zonas mais preocupantes.   

11. Os refugiados esperam em média 20 anos para poderem ser reinstalados em países terceiros

20 anos de espera é a média para cada refugiado que queira ter uma vida em segurança e necessite de ser reinstalado para um país terceiro, por ter a sua vida em risco ou por falta de condições no país de acolhimento.

Gree/Gordon Welters
Bebé refugiado da RDC. UNHCR/Antonia Vadala

12. Mais de 1.5 milhões de crianças nasceram em situação de deslocamento forçado

Entre 2018 e 2021, mais de 1.5 milhões de crianças nasceram em situação de deslocamento forçado. Muitas delas permanecerão em risco de exílio por muitos anos e algumas ao longo de toda a sua vida.

13. Menos de 1% dos refugiados conseguem ser reinstalados para um país seguro, por ano

Anualmente, menos de 1% dos refugiados mais vulneráveis consegue ser reinstalado para um país terceiro, para poder estar em segurança e em bem-estar, ou nos casos mais vulneráveis para conseguir sobreviver. Em 2021 apenas 57.500 refugiados tiveram a oportunidade de serem reinstalados para um país terceiro seguro.

Família síria com dois bebés é escoltada para fronteira da Sérvia. 2015. UNHCR/Mark Henley
Embarcação chega a Lesbos, Grécia. UNHCR/Ivor Prickett

14. Cerca de 49 mil pessoas morreram em travessias em busca de segurança

A dificuldade em conseguir ser reinstalado leva milhares de pessoas a embarcarem em viagens extremamente perigosas e sem condições, caindo em redes criminosas de tráfico e levando à perda de muitas vidas. As mulheres e meninas estão, particularmente, em risco de serem vitimas de violência de género e sexual nestas travessias. Desde 2014, estima-se que mais de 49 mil pessoas tenham morrido ou desaparecido no mar. 

15. Se todas as mulheres refugiadas tivessem acesso ao emprego, poderiam gerar mais de 1 trilião de dólares

Muitos refugiados enfrentam barreiras à inclusão nas economias locais, sendo estas ainda maiores para as mulheres. Apenas 6% das mulheres refugiadas estão inseridas no mercado laboral.
O investimento em oportunidades económicas para mulheres refugiadas, pode ajudar a diminuir as lacunas na pobreza, igualdade de género e trabalho inclusivo – tudo isso, enquanto as economias a nível local e global são impulsionadas.

Naima Ismail é refugiada e presidente da Associação das Mulheres da Somália na Malásia. UNHCR/Patricia Krivanek
Venezuelanos na fila para comer na Colômbia. UNHCR/Vincent Tremeau

16. Seriam necessários $10 mil milhões para cobrir a assistência a refugiados no mundo

Muitas das maiores crises humanitárias como o Afeganistão, o Iémen e o Sudão receberam menos de um terço do financiamento necessário para apoiar a população afetada. A falta de financiamento coloca em perigo programas essenciais para dar à população bens essenciais para a sua sobrevivência. Estima-se que, só para a crise na Ucrânia, sejam necessários mais de $1.85 mil milhões.

bottom of page