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Foi há dois anos que a Rússia invadiu a Ucrânia

Quando, a 24 de fevereiro de 2022, a Rússia lançou uma ofensiva de invasão à Ucrânia, o mundo acreditava que o conflito terminaria rapidamente. Contudo, e à medida que este conflito entra no seu terceiro ano, parecem escassas as perspetivas de resolução. À data de hoje, 18% do território ucraniano está ocupado pela Rússia e mais de 6,4 milhões de ucranianos são refugiados. Somam-se, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), mais 3,7 milhões de pessoas deslocadas internamente.


Os triunfos transformaram-se em desgaste para a Ucrânia ao longo da frente de combate no leste do país. Com a Rússia a ganhar vantagem e a escassez de bens, munições e militares, há muitas dúvidas sobre se Kiev conseguirá continuar. A solidariedade parece diminuir, havendo a tendência para a comunidade internacional pressionar para a efetivação de uma resolução do conflito e a assinatura de um acordo, mesmo que este seja injusto. A Ucrânia depende de aliados ocidentais e de organizações internacionais, não apenas para ajuda militar, mas também para apoio financeiro e ajuda humanitária e, não obstante o suporte prometido pela UE e pelos Estados Unidos, as Nações Unidas e as suas agências afirmam necessitar ainda de mais de 3,1 mil milhões de dólares para satisfazer as necessidades básicas de 8,5 milhões de ucranianos que vivem na linha da frente.



Volvidos dois anos, é importante focarmos o que mais importa: as pessoas deslocadas pela guerra. Enquanto as medidas de proteção temporária acionadas pelos Estados-Membros da UE, que previam a permanência de cidadãos ucranianos durante um máximo de dois anos, se aproximam do seu término, é fundamental refletir sobre o suporte a conferir às populações deslocadas. Esta medida, criada pela Comissão Europeia em 2001, serve o propósito de providenciar proteção imediata e temporária em caso de afluxo maciço ou iminente de pessoas deslocadas de países terceiros que não possam regressar ao seu país de origem.


À medida que os meses se transformam em anos, e as pessoas deslocadas começam a instalar-se nos países que as acolheram, é importante que se criem políticas para que possam permanecer nas suas novas casa, mantendo sempre em perspetiva o desenvolvimento de políticas humanas, respeitadoras da dignidade e da justiça social de quem tanto perdeu.


Sacos de areia barricam uma rua em Odesa em março de 2022, e o mesmo local em fevereiro de 2024.

Fotografias de Bulent Kilic (2022) e Oleksandr Gimanov/AFP via Getty Images



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